Saiu na mídia!

Saiu uma participação e uma receitinha minha na Revista do Correio de ontem (17/08)! A matéria é sobre sucos detox e está bem bacana! Gostaria de fazer apenas uma pequena correção: quem tem hipotireoidismo é bom evitar o consumo do suco verde, porque os vegetais verde escuros (como a couve, muito utilizada nesses sucos), contêm glicosinolatos, os quais interferem no metabolismo da tireóide.

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A matéria completa está no link da Clínica Médica Saúde e Bem Estar: http://www.clinicasaudebemestar.com.br/news.php

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Torta com ganache de chocolate – sem leite e sem glúten

Como prometido, eis a minha primeira receita que pinta por aqui feita com biomassa de banana verde!

E numa sobremesa mais que especial: uma tortinha à la “cheesecake” com ganache de chocolate meio amargo.

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Xô TPM! Xô vontade de comer doce! 😛

Então vamos ao que interessa:

Massa sem glúten

  • 1 xícara cheia de castanhas (usei 3/4 de castanha do Pará e 1/4 de nozes)
  • 5 frutas secas (ameixa, damasco, tâmara)
  • 2 colheres de sopa de coco ralado
  • 1 colher de sobremesa de óleo de coco
  • 1 colher de sopa de mel (ou melado de cana ou açúcar mascavo)
  • 1 colher de sobremesa de linhaça triturada

Preparo:

Deixe as frutas secas de molho em água filtrada por uns 15 minutos, para que fiquem mais macias na hora de processar.

Coloque todos os ingredientes no processador ou no liquidificador e bata até que vire uma farofa.

Coloque a massa numa forma de fundo removível (usei uma forma de mais ou menos15cm de diâmetro) – vá apertando a massa no fundo e nas laterais da forma.

Em seguida, leve a massa em forno pré aquecido (150º – 180º C) e asse por mais ou menos 10 minutos. Eu nunca testei, mas também dá pra fazer sem assar: basta levar a massa no freezer por alguns minutos para que ela fique firme. Eu prefiro assar, porque tenho a impressão que fica mais crocante. rs E o cheirinho que sai do forno é fantástico!

 

Ganache de chocolate sem leite/lactose

  • 1 barra (150g) de chocolate meio amargo (usei uma parte 70% cacau e outra 55% cacau)
  • 100mL de leite de coco (ou outro leite vegetal)
  • 1 cubo de biomassa de banana verde
  • 50mL de água
  • Mel (opcional – a gosto)

Coloque o cubo de biomassa e os 50mL de água em uma panela e leve em fogo baixo para dissolver. Se sentir necessidade, adicione mais água aos poucos. Reserve.

Dissolva o chocolate em banho-maria. Tire do fogo, adicione o leite de coco e mexa. Por último, acrescente a biomassa e mexa novamente, até ficar homogêneo.

Recheie a massa com a ganache e leve à geladeira.

Particularmente, eu gosto de tirar a torta da geladeira um tiquim antes de servir, pra ganache ficar mais “cremosinha” em temperatura ambiente.

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Essa torta ficou deliciosa, gente! E o melhor de tudo: é uma sobremesa super saudável!

  • As castanhas são ricas em gordurinhas do bem e em uma série de vitaminas e minerais como vitamina E, selênio, magnésio, zinco, além de baixarem o índice glicêmico da refeição da qual fazem parte.
  • A biomassa ajuda no funcionamento do intestino e servem de “alimento” pras bactérias boas que vivem por lá (é um prebiótico).
  • O chocolate meio amargo, por conter maior teor de cacau, tem muitos fitoquímicos antioxidantes, combatendo os radicais livres, o estresse e o envelhecimento. Também ajuda na produção de serotonina, promovendo aquela sensação de bem estar.
  • Sem glúten e sem leite*, beneficia os intolerantes e alérgicos, além das pessoas que os evitam procurando maior bem estar.

*Alérgicos: observem os ingredientes do chocolate, para verificar se realmente podem consumir, evitando futuros sustos!

No mais, pode fazer sem medo de ser feliz! Rs 😉

Biomassa de banana verde: como fazer?

Você sabe o que é a biomassa de banana verde? Não? Então vamos descomplicar:

A biomassa nada mais é do que a banana verde cozida.

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Ela é bastante versátil graças às sua característica de um de seus principais componentes – o amido resistente -, que funciona como um excelente espessante para receitas doces e salgadas, sem afetar o sabor e ainda melhorando o valor nutricional das preparações (isso mesmo, a biomassa não tem um sabor característico que deixa tudo com gosto de banana, como você devia estar pensando!).

O amido resistente (AR) é a forma do amido, e dos produtos da sua degradação, que não é digerido e absorvido no intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso. Assim, o amido resistente tem comportamento semelhante ao das fibras – por isso é chamado de “alimento funcional”, por proporcionar benefícios nutricionais e metabólicos, contribuindo para o controle e redução de doenças.

Mas como?

Quando o AR chega ao intestino grosso, ele sofre um processo de fermentação pelas bactérias que lá existem, as quais produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), responsáveis pela manutenção da integridade do cólon intestinal (ou intestino grosso).

Por isso é chamado de prebiótico: “alimentos que não são digeridos pelas enzimas digestivas normais, mas que atuam estimulando o crescimento e/ou atividade das bactérias benéficas do intestino” – o que acaba melhorando a saúde da pessoa justamente pelo fato de manter a integridade da mucosa intestinal, responsável pela absorção adequada dos nutrientes e como barreira de entrada de substâncias maléficas.

Estudos apontam que o amido resistente pode auxiliar na prevenção de doenças como câncer e doenças intestinais, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e obesidade. Além disso, o AR melhora a saciedade, auxiliando na perda de peso e auxilia na redução do colesterol e dos triglicerídeos, contribuindo na prevenção de doenças cardiovasculares. Para os celíacos, indivíduos que não podem consumir glúten, a biomassa é extremamente útil na preparação de receitas como substituta de trigo, aveia e centeio.

Depois de ver quanta coisa boa o consumo desse tal de amido resistente pode trazer, vamos aprender como se faz a biomassa de banana verde!

Ingredientes:

  • 1 cacho de bananas verdes (de qualquer tipo)

Modo de Preparo:

  1. Tire as bananas do cacho, cortando-as pela ponta, sem deixar aparecer a polpa.
  2. Lave-as com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão. Enxague bem.
  3. Numa panela de pressão, coloque água suficiente para cobrir as bananas e deixe ferver.
  4. Quando a água ferver, coloque as bananas com casca, tampe a panela e quando começar a ouvir o barulho da pressão, abaixe o fogo, conte 8 minutos e desligue. Deixe que a pressão toda saia naturalmente da panela (não acelere o processo).
  5. Destampe a panela e descasque as bananas com cuidado, pois, estarão quentes. É importante que elas ainda estejam quentes para facilitar o processo e para que não esfarelem.
  6. Bata no processador até obter uma massa espessa. Essa é a biomassa bruta da polpa. Como a massa é um pouco pesada, se for bater no liquidificador talvez seja necessário acrescentar um pouco de água para facilitar o processamento.
  7. Guarde na geladeira por até 5 dias ou congele por até 3-4 meses.
  8. Também é possível aproveitar a casca, se as bananas forem orgânicas: basta cortar as extremidades da casca das bananas, deixar de molho em água com suco de limão por 30 a 40 minutos, processar (bater em processador ou liquidificador) e congelar.
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Na biomassa da foto eu não adicionei água, por isso ficou assim mais durinha e consistente – deu até pra moldar na travessa com colher! Para colocar em forminhas de gelo, adicione água no processamento para facilitar na hora de desenformar.

Eu costumo colocar a biomassa em cubos de gelo ou colocar colheradas em uma travessa, congelar e depois transferir para um potinho e guardar no congelador – facilita bastante a utilização.

Quando uso em sucos, já coloco o cubinho direto no liquidificador e bato com as frutas.

Para a utilização em receitas, é interessante descongelar homogeneizando a massa: coloque os cubos em uma panela e acrescente um pouco de água, levando em fogo brando para dissolver. Se congelar em porções maiores, coloque o vidro em banho maria – mas a massa fica um pouco “esfarelenta”, sendo necessário levar ao fogo para uma melhor consistência. 

Aos poucos, vou postando algumas receitas com a biomassa 😉