Você sabe ler rótulos?

Seja ao fazer compras ou quando está comendo o produto, de bobeira em casa, você presta atenção nos rótulos?

Infelizmente, a maioria das pessoas não valoriza as informações nutricionais ali disponíveis e não é incomum que elas passem despercebidas – seja pela letra pequena, pelo desinteresse ou pela dificuldade em entender as informações nutricionais, com presença de nomes estranhos, que geralmente correspondem aos antes: acidulantes, aromatizantes, conservantes, espessantes e por aí vai.

Captura de Tela 2013-04-09 às 09.30.04Com o propósito de facilitar a compreensão dos termos usados na rotulagem de alimentos, aumentando seu potencial de proteção e promoção da saúde, a Anvisa publicou o Manual de orientação aos consumidores: Educação para o Consumo Saudável, . Já conheciam?

Mas para descomplicar ainda mais essas informações e auxiliar você a realizar escolhas mais conscientes e mais saudáveis, a nutri aqui vai resumir:

  • Lista de ingredientes: informa os ingredientes que compõem o produto. A leitura dessa informação é importante, pois só assim o consumidor consegue identificar a presença de ingredientes que não deseja consumir, como açúcar, leite, glúten, gordura trans, nozes, etc. Além disso, vale destacar que a lista de ingredientes dos produtos está em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é aquele que está em maior quantidade no produto e o último, em menor quantidade – isso com certeza ajuda a avaliar a qualidade de vários produtos alimentícios por aí que se dizem saudáveis. Como? Se um pão se diz integral, o primeiro ingrediente deveria ser a farinha de trigo integral; se a tabela de informações nutricionais diz que o produto não apresenta gorduras trans na porção, vale procurar a presença de gordura vegetal (hidrogenada) entre os ingredientes. E por aí vai.
  • Tabela de informações nutricionais (informação nutricional obrigatória): é lá que se encontram as quantidades de calorias, carboidratos, proteínas, fibras e outros nutrientes. A figura abaixo explica outras informações dessa tabela:
manual anvisa-tabela

Clique na imagem para ampliar. Fonte: Manual de orientação aos consumidores – Guia de Bolso.

Falando em rotulagem… Começou ontem a Semana da Consciência sobre o Sal!

A Wash (Ação Global sobre Sal e Saúde, em português) é uma campanha para redução do consumo de sal para toda população que valoriza a importância de as pessoas saberem o que estão comendo e colocarem sua saúde em primeiro lugar. Neste ano de 2014, a campanha está focada em melhorar a rotulagem nutricional, investigar a atual tendência global sobre a rotulagem nutricional, avaliar os países que já implementaram a rotulagem clara e consistente e orientar os países que ainda precisam fazê-lo.

A campanha tem também o objetivo de instruir os consumidores a optarem por alimentos com menos sal, utilizando-se mais das informações das embalagens dos alimentos industrializados.
Consumo de sódio no Brasil
A maior parte do sódio consumido no Brasil hoje vem do sal de cozinha, pois o padrão alimentar do brasileiro, felizmente, ainda é baseado em alimentos frescos e refeições preparadas a partir da combinação de alimentos e ingredientes culinários. Apesar disso, pesquisas de orçamentos familiares indicam o aumento do consumo de sódio contido em alimentos prontos para o consumo com adição de sal (de 16% para 19%). Esse aumento fica ainda mais intenso com o aumento da renda (de 12% entre os mais pobres para 27% entre os mais ricos).
O consumo excessivo de sódio pode provocar aumento da pressão sanguínea e hipertensão, uma doença crônica que atinge cerca de um quarto da população adulta que vive nas capitais do País. O brasileiro consome cerca de 5 g de sódio por dia, valor que excede em mais de duas vezes o limite recomendado de ingestão da Organização Mundial da Saúde (2 g/dia).
Como identificar se um alimento é rico em sódio?
No Brasil, é obrigatória a declaração do teor de sódio em  todos os alimentos embalados. Essa informação aparece na tabela nutricional, em miligramas por porção de alimento e com a porcentagem que o consumo dessa porção de produto equivale ao valor diário recomendado. Segundo o Ministério da Saúde, se a quantidade de sódio for superior a 400 mg, em 100 g do alimento, este é considerado um alimento rico em sódio, sendo prejudicial à saúde e, portanto, devendo ser evitado.
Saiba mais com a reportagem do Idec na íntegra – aqui.
Contudo, muitas vezes enquanto estamos fazendo compras fica difícil saber se a bendita quantidade de sal, gorduras ou açúcar no produto é alta, baixa ou aceitável. Para descomplicar esses momentos, eu indico o uso de uma ferramenta bem legal: o semáforo nutricional.

Na verdade, a proposta do semáforo nutricional, desenvolvido pela Food Standards Agency – FSA (Agência de Segurança Alimentar do Reino Unido) –, é servir como substituto da atual forma de apresentação das informações nutricionais dos rótulos (que cá entre cá entre nós, é bem complicadinha em certos aspectos!). 

A proposta do semáforo nutricional abrange as quantidades de gorduras totais, gorduras saturadas, açúcar e sal presentes nos alimentos e bebidas industrializados. A escolha desses nutrientes se deve ao fato de contribuírem para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade, entre outros, quando consumidos em excesso.

O legal do semáforo é o seguinte: ele usa as cores do semáforo de trânsito, facilitando a interpretação do consumidor. Quanto às cores, é fácil:

  • Vermelho – “Pare”! Elevado teor do nutriente no produto.
  • Amarelo – “Atenção”! Médio teor do nutriente no produto.
  • Verde – “Vá em frente”! Baixo teor do nutriente no produto.

Mas atenção! Não é porque você viu que um produto se encaixa nos “verdinhos” que você vai “se jogar” e comê-lo/bebê-lo durante o dia inteiro. Moderação no consumo de alimentos industrializados é fundamental!

Já entenderam como funciona a classificação? Então vamos às tabelinhas:

alimentos-semnut

Semáforo Nutricional de Alimentos.
Clique na imagem para ampliar.

bebidas-semnut

Semáforo Nutricional de Bebidas.
Clique na imagem para ampliar.

Ah, só mais uma coisa: esses valores estão descritos para uma quantidade de 100g de alimentos ou 100mL de bebidas. Se a porção do produto que você está conferindo é diferente dessa quantidade, tem que fazer regra de 3.

Espero que as informações ajudem vocês a realizarem melhores escolhas durante as compras!

Fontes das imagens do Semáforo Nutricional: Movimento Hipersaudável

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Muito Além do Peso

Você já reparou que muitas famílias por aí, tomam refrigerante ao invés de água? E que muita criança não sabe nem reconhecer o que é um pepino ou um abacate? Ou que o único vegetal que entra na alimentação da criançada é batata – batata frita ou de pacotinho?

Pois é. E é exatamente isso que o documentário Muito Além do Peso mostra: em tempos onde crianças começam a ter problemas de saúde de pessoas idosas, ele dá um “choque de realidade” sobre a alimentação que estamos oferecendo às crianças atualmente.

Mas de onde vem esses problemas? Bem, entre os grandes responsáveis estão:

  • A publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis direcionados ao público infantil.
  • O consumo excessivo de produtos alimentícios industrializados, que são ricos em açúcar, gorduras, sódio e aditivos alimentares.

O documentário mostra dados alarmantes:

Clique nas imagens para ampliar.

documentario-muito-alem-do-peso-obesidade-infantil-saude-11

Muito além do peso

Muito-Além-do-Peso

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Vale a pena assistir e refletir sobre os hábitos alimentares que estamos ensinando às crianças do presente e que serão perpetuados no futuro, caso não hajam mudanças e conscientização sobre o tema.

Você pode baixar o filme gratuitamente no site oficial ou assistir pelo youtube mesmo. Reúna a família e os amigos na sala e aperta o play! Ah, e não esquece de chamar a criançada!

SINOPSE

Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam doenças de adultos: problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2. Todos têm em sua base a obesidade. O documentário, com direção de Estela Rener e produção de Marcos Nisti, discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.