Bolo de chocolate amargo com beterraba e café

Oi, Gente!

Depois de um tempinho sem atualizações por aqui… Resolvi retornar presenteando vocês com uma receita que eu acho simplesmente fantástica! É um bolo de chocolate molhadinho, que tem um ingrediente bem inusitado: beterraba. E acredite, ela combina super bem com o conjunto da obra! Café e chocolate, nem precisa dizer que super combina, né?! 😀

para bolo

Bolo de chocolate amargo com beterraba e café

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Ingredientes:

  • 1 beterraba lavada e descascada
  • 100g de chocolate amargo picado (usei um da Hershey’s que é 60% cacau, e não causa tanta estranheza aos paladares pouco acostumados com o amarguinho bom do chocolate 70%, 80%, …)
  • 40mL de café
  • 100g de manteiga
  • 1 xícara de chá (rasa) de farinha (usei farinha de aveia)
  • 3 col. sopa de cacau em pó
  • 1 col. chá de fermento em pó
  • 3 ovos pequenos (separando as gemas da clara)
  • 3/4 xícara de chá de açúcar (mascavo, demerara ou de coco)

Modo de preparo:

Cozinhe a beterraba até que ela fique macia. Processe até que ela vire um purê (eu gosto de usar um miniprocessador pra isso, mas pode ser liquidificador, garfo, o que você preferir!).

Derreta o chocolate. Em seguida adicione a manteiga e o café e misture bem (se a manteiga estiver gelada e durinha, vale a pena dar uma leve derretida nela antes de adicionar ao chocolate).

Adicione as gemas e o purê da beterraba e mexa bem.

Em uma vasilha separada, misture todos  os ingredientes secos.

Em outra vasilha, bata as claras em neve. Quando já estiverem no ponto de neve, adicione o açúcar e mexa delicadamente. Adicione esse “marshmallow” à mistura de chocolate e mexa bem. Por fim, adicione os ingredientes secos e misture até homogeneizar.

Coloque a massa em uma forma untada e enfarinhada (com cacau, pra não deixar a massa branca) ou em uma forma de silicone e leve para assar em forno pré-aquecido (pré-aqueça a 180ºC e baixe para 160ºC quando colocar o bolo dentro do forno) por aproximadamente 40 minutos ou até que fique firme nas laterais e um pouco mole no centro.

Adicionar frutas e hortaliças em bolos é sempre uma boa estratégia para aumentar a quantidade de fibras e nutrientes das receitas. Fica a dica! Espero que gostem! 😉

Matéria do Fantástico mostra Whey Protein Adulterado!

Quem assistiu o Fantástico ontem à noite, viu o tanto de suplementos a base de Whey Protein que estava em desconformidade com o que alegava no rótulo. A análise foi realizada em amostras de Whey Concentrado, o mais passível de adulteração na minha opinião, já que não deve conter apenas proteínas do soro do leite (ao contrário dos Wheys isolados ou o hidrolisados, com boas concentrações da proteína). Confira a reportagem no link

Só queria deixar claro por aqui, que é possível uma alimentação sem Whey ou outros suplementos esportivos para atingir resultados e objetivos!

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O meu pré-treino e pós-treino de hoje foram com #comidadeverdade

  • No pré: crepioca de cacau + pêra assada no óleo de coco com canela + mel
  • No pós: minha janta linda e maravilhosa, cheia de vitaminas, minerais e antioxidantes ♡

E quem disse que é preciso Whey pra conseguir alimentação balanceada – seja em proteína ou qualquer outra coisa? Tudo DEPENDE! Por isso é importante o uso desses suplementos sob orientação. E não da forma indiscriminada que vem acontecendo.

Ah, e pra quem achou o pedaço de frango pequeno, teve mais um de igual tamanho! 🙂

 

Saiu na mídia!

Saiu uma participação e uma receitinha minha na Revista do Correio de ontem (17/08)! A matéria é sobre sucos detox e está bem bacana! Gostaria de fazer apenas uma pequena correção: quem tem hipotireoidismo é bom evitar o consumo do suco verde, porque os vegetais verde escuros (como a couve, muito utilizada nesses sucos), contêm glicosinolatos, os quais interferem no metabolismo da tireóide.

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A matéria completa está no link da Clínica Médica Saúde e Bem Estar: http://www.clinicasaudebemestar.com.br/news.php

Aprender a cozinhar: um “mal” necessário para uma alimentação saudável

Atualmente, é possível perceber níveis alarmantes de excesso de peso na população. A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), revelou que cerca de 49% da população já se encontra com excesso de peso e 14,6% com obesidade, sendo que o excesso de peso já abrange 33,5% das crianças na faixa etária de 5 a 9 anos de idade (lembram do documentário Muito Além do Peso?).

Isso tudo se deve, em grande parte, ao excesso de consumo de alimentos industrializados, como refrigerantes, refeições congeladas, embutidos, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, temperos prontos, entre outros produtos alimentícios. E não se engane com as promessas dos produtos light e diet. Muitas vezes, a reformulação desses produtos não trás benefícios à saúde, como se imagina. Por exemplo: um chocolate diet não contém açúcar, mas para melhorar o sabor, maior quantidade de gordura é adicionada ao produto; um requeijão light apresenta redução na quantidade de gordura, mas para compensar a sua falta, mais aditivos são adicionados ao produto para que ele apresente consistência e sabor parecidos com o original. Deu pra entender o espírito da coisa?

Mas então o que fazer para mudar esse quadro? De forma bem simplificada, a regra geral para uma alimentação saudável envolve o consumo de alimentos frescos e de preparações que você mesmo cozinhou ao invés de consumir refeições fast food ou produtos industrializados prontos para consumo. Isso mesmo, voltar para a cozinha e aprender a cozinhar faz toda a diferença para uma boa alimentação e um estilo de vida saudável.

É claro que ninguém consegue cozinhar todas as refeições em casa de um dia para outro, até mesmo por conta da rotina de trabalho/estudo. É claro que pegar um refeição pronta, aquecer no microondas e jogar a embalagem fora é muito mais fácil do que preparar a comida, sujar panela e lavar louças. Principalmente no início, adquirir o hábito de cozinhar não é fácil – é preciso sair da zona de conforto.

Mas começar aos poucos é a chave pra que as coisas comecem a fluir. Comece com um dia na semana, reúna a família ou os amigos, demande uma função a cada um (um pica a cebola, outro lava a louça, outro faz o arroz, …) para que ninguém se sinta sobrecarregado, converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, busque receitas na internet, eventualmente faça cursos e, principalmente, comece a cozinhar. Prepare algo, qualquer coisa – seja um suco para o café da manhã, uma salada para o almoço, um bolo para o lanche ou o banquete do domingo!

Além de adquirir e compartilhar o “conhecimento culinário” com amigos e familiares, você pode se surpreender como passar um tempo na cozinha – reunido com a família, trocando experiências, conversando e rindo das primeiras trapalhadas à beira do fogão – pode ser bastante agradável.

Quem sabe um dia você não chega nesse nível?

Bom feriado e beijos da nutri!

Camila Araújo.

😉

Nutrição Funcional é sinônimo de nutricionista “radical”?

Muita gente vem me perguntar o que é essa tal de “Nutrição Funcional”. Então, eis a explicação:

Nutrição Funcional aplica a ciência dos nutrientes de acordo com a individualidade bioquímica. Em vez de limitar-se à prescrição de dietas com os alimentos funcionais tidos como saudáveis (porque o que é saudável para uma pessoa pode causar doença à outra), a Nutrição Funcional rastreia os sintomas, sinais e características de cada paciente e os relaciona com a carência ou excesso dos nutrientes, corrigindo os desequilíbrios nutricionais que geram sobrecarga no sistema imunológico e desencadeiam “processos alérgicos” tardios, os quais acabam por provocar doenças crônicas como: obesidade, depressão, fibromialgia, artrite, reumatóide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, desordens estéticas e alteração na performance física. Seus princípios são:

  • Individualidade bioquímica;
  • Modulação da expressão gênica pelo meio e pelo nutriente;
  • Tratamento centrado no paciente e não na doença, identificando e tratando causas e não apenas sintomas;
  • Interconexões dos fatores fisiológicos;
  • Equilíbrio nutricional, evitando-se carências e excessos;
  • Saúde como vitalidade positiva – e não simplesmente como ausência de doenças.

E mais do que contar calorias, é importante levar em conta a qualidade da alimentação e o consumo de nutrientes, fundamentais para uma infinidade de processos bioquímicos e fisiológicos no organismo.

Se somente contar calorias emagrecesse, todo mundo que toma refrigerante zero e come gelatina diet já estaria um palito de tão magro! É por isso que fazer o corpo funcionar bem, livrando-o de toxinas¹ ambientais e do próprio organismo, é tão importante.

  1. 510px-Skull_and_crossbones.svgToxina: “qualquer substância que possa criar irritação e/ou efeitos danosos em um organismo, reduzindo a vitalidade, tensionando as funções bioquímicas e o funcionamento do organismo”. Ou seja, são substâncias tóxicas ao organismo, contribuindo para o desenvolvimento de uma série de doenças, como câncer.
  • Fontes ambientais de toxinas: poluição, metais tóxicos, agrotóxicos, medicamentos, alimentos industrializados (ultra processados, com elevada presença de aditivos alimentares), etc. 
  • Fontes internas de toxinas: desequilíbrios metabólicos, problemas genéticos que levem ao acúmulo de substâncias tóxicas, produção de toxinas pelo próprio metabolismo, etc. 

De uma forma geral, o foco da nutrição é a prevenção de doenças, visando uma melhor qualidade de vida – por isso os nutricionistas pregam uma alimentação saudável no presente, para prevenir o aparecimento de doenças no futuro.

Mas antes de mais nada, vale lembrar que cada indivíduo tem todo um contexto de vida anterior à chegada de nós, nutricionistas. Por isso, se você tem “medo” de ir ao nutricionista porque acha que ele(a) vai mandar você consumir somente alface, água e viver de luz, você está muito enganado! Muita calma nessa hora 😉

É importante ressaltar que cada um de nós está inserido em um contexto social, familiar, cultural, econômico, entre outros, e a alimentação permeia tudo isso! Se você seguisse a dieta que imagina que um nutricionista vai te passar (aquela lá, à base de alface) imagina o quão “ET” você iria se tornar?! Vamos imaginar a cena: um aniversário, com aquela linda mesa de bolo, doces e brigadeiros; e a opção seria qual? Ignorá-la totalmente e recorrer à sua marmita de alface?? Equilíbrio na vida é fundamental, né gente?! Claro que existem pessoas que têm alergia a certos alimentos, aí não tem jeito – tem que excluir da dieta mesmo.

Mas brincadeiras à parte… Se você precisa fazer uma reeducação alimentar, com orientação de um profissional qualificado – que no caso, é o nutricionista – você vai fazer isso de forma natural, comendo COMIDA. Nada muito mirabolante. Pelo menos é isso que eu prego na minha vida e na vida das pessoas que me procuram.

É claro que muitas vezes, o início é um pouco difícil: é preciso sair da zona de conforto. Se você estava acostumado a comer uma promoção do McDonald’s no almoço todos os dias, nenhum nutricionista em sã consciência aceitaria compactuar com isso.

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Bem, espero ter esclarecido um pouco as dúvidas de algumas pessoas que tem essa imagem de nutricionistas.

As nutris são legais, minha gente! Basta se dar uma oportunidade para conhecê-las 😉

Como montar um prato saudável

Prato saudável é aquele beeem colorido e variado.

De uma forma geral, a recomendação é a seguinte: metade do prato deve ser de vegetais, 1/4 deve ser de carboidratos e 1/4 deve ser de proteínas.

A quantidade específica de cada um, é você, sua fome e o seu nutricionista que vão dizer qual é.

Algumas dicas para descomplicar:

Vegetais: nesse grupo entram as saladas cruas e/ou os vegetais cozidos, assados, refogados, etc. Quanto maior é a variedade, melhor!

Carboidratos: a famosa combinação de arroz com feijão é excelente! No grupo também entram macarrão, batata, mandioca, farinha, etc. Dê preferência para os integrais (ex: arroz integral), uma vez que eles contêm mais vitaminas, minerais e fibras.

Proteínas: carne, frango, peixe, ovo ou mesmo soja e leguminosas se você é vegetariano. Prefira sempre as carnes cozidas, assadas e grelhadas. Passe longe dos que são fritos!

Evite tomar bebidas durante as refeições. Elas prejudicam a digestão e a absorção de nutrientes.

Para temperar a salada, utilize azeite extra virgem e temperos naturais, como limão, vinagre, orégano, manjericão, etc. Evite os molhos prontos, pois são cheios de sódio e de “antes” indesejados (conservantes, corantes, estabilizantes), sendo nada saudáveis, apesar de “aparentarem” ser.

Pra traduzir isso na prática, vamos a alguns exemplos?

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  • Fonte: Ame o Coração. O site tem dicas  bem legais, mas fique atento! Ele é patrocinado por uma marca de creme vegetal/margarina que diz “fazer bem para o coração”.  A gente sabe que a margarina tão é tão legal assim… (Não sabe? Então aguarde, que vou falar sobre isso!). Logo, desconfie um pouco do que é dito por lá e tenha senso crítico sobre as informações, ok?
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  • Fonte: Dr. Drauzio Varella. Infográfico interessante, com informações fornecidas por nutricionistas. Só uma ressalva aqui: médico não passa dieta, tá? Somente o nutricionista é o profissional habilitado pra isso. Não custa lembrar, né gente? 😉
Prato saudável

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“Mas eu tô pegando pesado na academia. Preciso mesmo é de proteína!”

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Atletas e pessoas que treinam mais pesado, podem sim ter uma necessidade de proteína aumentada. Mas é fato que, todo mundo que pratica exercício físico, precisa sim de carboidratos, frutas e vegetais, pois eles contêm vitaminas, minerais e compostos antioxidantes que vão ajudam na recuperação do organismo pós exercício. Quando fazemos exercício, nosso corpo gera radicais livres e fica “estressado”, precisando de compostos antioxidantes para se recuperar.

Se você é daqueles que se liga nos “macro” (carboidratos, proteínas e gorduras), mas se esquece dos”micro” (vitaminas e minerais, além de compostos antioxidantes presentes em alimentos), pode estar sofrendo de alguma deficiência nutricional, ter fadiga e até mesmo corre o risco de ter alguma lesão tecidual e envelhecer precocemente.

Além disso, o consumo de proteína em excesso pode causar efeitos tóxicos no organismo, pelo fato de aumentar a acidez no metabolismo, prejudicando a performance física e gerando consequências à saúde, como, por exemplo, sobrecarrega nos rins e no fígado (principalmente com o consumo excessivo a longo prazo).

Por isso, o ideal é que você procure um nutricionista, para que esse profissional possa avaliar qual é recomendação pro seu caso.

O ideal sempre é o equilíbrio. Tudo em excesso faz algum mal – até água, vejam só!

Atente-se para a qualidade dos alimentos que você está consumindo, afinal, a mudança começa no prato!