Alimentação saudável começa na infância! Mas nunca é tarde para mudar antigos hábitos alimentares. #ficadica

Você sabia que estimular as crianças a se envolver no preparo dos alimentos pode ser uma medida efetiva para promover a alimentação saudável!?

Pois é isso que um estudo realizado recentemente no Canadá sugeriu.

comida_Herb_Swanson_Reuters_useA pesquisa foi realizada em 151 escolas de Alberta (Canadá) com 3398 crianças da 5ª série para verificar as experiências dos alunos com o preparo e a escolha dos alimentos.

Quase um terço deles disse ajudar os pais na cozinha ao menos uma vez ao dia. A mesma quantidade disse que os auxiliava de uma a três vezes por semana. Um quarto afirmou cozinhar somente uma vez por mês e 12,4% não tinham participação alguma no preparo da comida.

Em geral, as crianças disseram preferir frutas a vegetais, mas as crianças que disseram ajudar no preparo mostraram maior preferência por ambos os grupos alimentares – a preferência por vegetais, aliás, foi 10% superior entre os que cozinhavam. Essas mesmas crianças ainda se declararam conscientes sobre a importância de se manter uma alimentação saudável. Assim, os resultados sugerem que a melhor maneira de fazer as crianças consumirem mais alimentos considerados saudáveis é fazê-las cozinhar ou ao menos ajudar no preparo de alguns pratos! 

Leia a reportagem sobre o estudo aqui e confira o estudo na íntegra ali.

Uma informação como essa é muito interessante, tendo em visto os atuais índices de obesidade infantil e doenças crônicas nesse público (como pressão alta ou diabetes, por exemplo), que só tendem a aumentar mundialmente, se não forem realizadas mudanças na alimentação da população.

Por isso, a nutri que vos escreve lança essa novidade: o atendimento voltado para a nutrição infantil. Mas isso não quer dizer que os “grandinhos” estão de fora! Afinal, para a boa alimentação da criança, é importante a participação e empenho dos pais e responsáveis. Por isso a integração de toda a família é super importante para o sucesso na reeducação alimentar dos pequenos.

cartaz-facebook

Clique na imagem para ampliar.

Dentre as opções do serviço, estão:

  1. O atendimento nutricional individualizado, com orientações específicas para a criança e os pais sobre a alimentação, além do acompanhamento de peso, altura, e exames bioquímicos, conforme a necessidade. Essa etapa do serviço é importante para realizar o diagnóstico da situação alimentar da criança e traçar um plano de ação em busca da reeducação alimentar. Os atendimentos podem ocorrer na Asa Sul (Clínica Bonum Vitae), Guará (Clínica Médica Saúde e Bem Estar) ou na própria casa do cliente. Consulte os contatos de cada um aqui.
  2. A realização de oficinas culinárias na casa do cliente, com a participação da criança e/ou dos pais, avós, secretárias do lar, e quem mais da família quiser participar. A ideia é ser um serviço bem individualizado, com a “cara” do cliente, e que atenda a sua necessidade. Para melhor planejamento dos temas, receitas e formatos das oficinas, esse serviço conta com a parceria de 3 nutricionistas (inclusive eu! 😀 ) e uma chef de cozinha (gastróloga). 

Sabe de alguém que está precisando de uma ajudinha? Então compartilhe a ideia!

E você, se interessou? Entre em contato:

Tel: (61) 8158-1767

E-mail: camilasba.araujo@gmail.com

😉

Excluir o leite da alimentação. É para todos?

leite

A maioria das pessoas não sabe o quanto é chato (e difícil, muitas vezes) receber um diagnóstico do tipo: “Você tem intolerância à lactose. Corte o leite da dieta ou coma e passe mal.” Como se fosse simples assim… Como se “comer e passar mal” não fizesse, de fato, mal algum. Mas faz, e muito! Nossa saúde intestinal, principalmente, e do organismo como um todo que o diga!

Nos primeiros meses em que descobri minha intolerância à lactose, confesso que não foi muito fácil: acostumada a comer queijo, chocolate quente, sobremesas com leite condensado, entre outras delícias, passei por muito tempo de sofrimento: seja de privação das delícias ou de comer e passar mal  – naquela fase de negação, sabe? “Não devo ter uma intolerância tão forte assim” Mas tinha…

Foi quando eu decidi dar um basta e procurar opções que me fizessem bem. E é por isso que as receitinhas que pintam por aqui não levam leite.

Então respondendo a pergunta do título – o leite deve ser evitado por todos? Não.

A não ser que você tenha alergia ao leite de vaca, intolerância à lactose ou algum sintoma que indique que você deve evitar o leite de vaca (e veja que evitar, em muitos casos, é diferente de excluir totalmente) – aí sim, excluir o leite da alimentação é necessário. Vale ressaltar que na intolerância muita gente ainda consegue consumir os derivados do leite. A tolerância à lactose é bem individual.

Mas se você não se encaixa em nenhuma das alternativas anteriores, pode consumir o leite de vez em quando, com moderação.

“Mas não dizem por aí que o leite é alergênico? Que é um alimento inflamatório?”

Vaca_ordenha_leite_gadoSim, principalmente se levarmos em conta o atual processo produtivo das vaquinhas, que são mantidas em confinamento, à base de antibióticos, cuja ordenha é feita com máquinas. Então se a vaquinha estiver com alguma inflamação na teta, a mastite, é possível que pus e/ou sangue vá para o leite que consumimos. Sem contar a grande ocorrência de fraudes para aumentar o volume e o lucro sobre os leites… Veja reportagem aqui.

208701_10151402256007839_232123770_n (1)

“Curiosidade” que não paramos para reparar: o ser humano é o único ser que continua a tomar leite mesmo após adulto e, ainda, um leite proveniente de outro animal… rs

“Mas então por que consumir?”

Na minha opinião, não vale a pena consumir leite só por causa do cálcio – principalmente se você não é fã dele. Existem tantas fontes de cálcio por aí – o gergelim, o brócolis e a sardinha são ótimos exemplos.

Se você gosta muito, consuma. Mas faça uma atividade física e tenha hábitos alimentares saudáveis para evitar as possíveis intercorrências do leite (aquele processo alérgico e inflamatório que estávamos falando, sabe?).

brigadeiro-nestleParticularmente, eu só consumo leite, ou melhor, os derivados em sobremesas. Quer coisa mais gostosa que brigadeiro de festa de criança? Huuuuum…!

Está na dúvida? Quer ou acha que deve evitar o leite? Converse com seu/sua nutricionista. Somente com acompanhamento individualizado é que você terá as suas dúvidas respondidas.

Aproveitando a deixa… A nutri aqui faz oficinas de culinária a domicílio. Então, se você se interessou e quer aprender lanchinhos saudáveis sem leite (ou sem glúten ou com leite e com glúten, depende da sua necessidade! rs) me coloco à disposição. 😉

Espero ter ajudado!

Beijos na nutri,

Camila.

Food Revolution Day

Você já ouviu falar no Food Revolution Day?

food-revolution-day-brasil

Bom, para quem não sabe, o Food Revolution Day é uma campanha inspirada pelo chef inglês Jamie Oliver, que tem o objetivo de promover ações ao redor do mundo para manter vivas as habilidades culinárias.

jamie-2

Jamie Oliver.

Trata-se de celebrar a importância de cozinhar boa comida a partir do zero e aumentar o conhecimento de como a alimentação tem impacto em nossa saúde e felicidade.

“Nós acreditamos que todo mundo deveria saber sobre os alimentos e isso começa a partir da infância, familiarizando as crianças com a comida, cozinhando de forma divertida e inspirando o amor ao alimento que irá se perpetuar ao longo da vida” – é o que informa o site oficial da campanha.

Assim, o Food Revolution Day é uma iniciativa voltada para todos – seja você uma escola, uma organização ou uma pessoa interessada em fazer a “revolução” com seus amigos e familiares.

Você talvez esteja pensando: “Mas é só isso? Cozinhar?”. Sim, é só isso. Pode parecer simples, mas o que menos se vê hoje em dia é gente cozinhando. Quantos de nós prepara alguma coisa na cozinha de nossa casa pelo menos umas 3 vezes na semana?

Na correria do dia a dia, muita gente tem recorrido aos fast foods e produtos industrializados, os quais têm contribuido para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas. As pessoas não estão mais comendo comida de verdade. O que mais vemos por aí são “produtos alimentícios” disfarçados de alimentos – basta dar uma voltinha em apenas um corredor de supermercado, ou olhar os ingredientes de um biscoito recheado, uma lasanha congelada ou um iogurte, que você vai entender o que eu estou falando.

As pessoas perderam o hábito de cozinhar e conhecer os alimentos. Com isso, cada vez mais as pessoas estão “desaprendendo” a cozinhar e as habilidades culinárias não são mais passadas de geração em geração.

Então a ideia do Food Revolution é revolucionar o que conhecemos sobre a comida!

Vamos descobrir juntos os diferentes temperos, ingredientes, receitas e alimentos. Vamos descobrir o que é comida de verdade, preparada por nós mesmos!

Somente através da educação sobre a alimentação, de uma forma divertida e engajada, estaremos empoderando as crianças e as futuras gerações, com habilidades que elas irão precisar para ter um estilo de vida saudável.

Ao incentivar as crianças a aprender sobre a comida e se alimentar de forma saudável, muitas pesquisas mostram que:

  • Crianças que aprendem a cozinhar tem mais chance de fazerem escolhas mais saudáveis, terem uma dieta melhor e entenderem como a comida afeta seu organismo.
  • Crianças que comem refeições saudáveis têm um melhor desempenho escolar e apresentam menos chances de faltarem à escola.
  • Melhorar  a dieta e aumentar a prática de atividade física é mais eficiente do que tomar medicamento na redução do risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.
  • Refeições preparadas em casa não contêm aditivos desconhecidos e são ricos em nutrientes, além de possuírem menor teor de gordura trans, gordura saturada, sódio e calorias.

Não fique de fora dessa campanha e participe do Food Revolution 2014 #FRD2014, que ocorrerá em 16 de maio (nessa sexta-feira), incentivando crianças e adultos a prepararem seus alimentos e a consumirem comida de verdade. Através do melhor conhecimento sobre a comida, podemos ter um maior controle sobre nossa alimentação!

R-Hand-Col-Ad-Big-R2-2014

Com informações:

Food Revolution Day

PropagaNUT

Autismo e dieta sem glúten e sem caseína

AutismoO autismo é um conjunto de características que podem ser encontradas em pessoas afetadas dentro de uma gama de possibilidades que abrange desde distúrbios sociais leves, sem deficiência mental, até a deficiência mental severa. Diante das falhas no seu desenvolvimento, a criança autista vai se fechando cada vez mais em seu mundo interno, estereotipado e ritualista, tornando-se assim cada vez mais isolada e incomunicável. Em muitos casos, esta criança não desenvolve nenhuma linguagem.

É um distúrbio de origem 50% genético e 50% ambiental. E os fatores ambientais, como toxinas, poluição, alimentação inadequada e modificada, são cada vez mais determinantes nas doenças multifatoriais, aumentando não apenas os casos de autismo, mas de várias outras desordens fisiológicas (como, alergias, asma, câncer, obesidade) e distúrbios comportamentais (como TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção, dislexia e depressão).

De acordo com um estudo realizado em 1990, foi identificada a presença de alguns peptídeos (pequenas cadeias de aminoácidos) anormais na urina de 80% das 1.100 pessoas autistas analisadas. Esses peptídeos são derivados do metabolismo incompleto do glúten e da caseína. Parte desses compostos pode ser direcionada ao cérebro, provocando interferências na atividade dos neurotransmissores, devido sua ação neuro-regulatória e possível estimulação pré-sináptica. Os peptídeos anormais detectados foram nomeados de gluteomorfina ou gliadiomorfina proveniente do metabolismo do glúten e a caseomorfina proveniente do metabolismo da proteína caseína.

E onde estão o glúten e a caseína?

Caseína: constitui a maior fração protéica do leite. Assim, o leite e os seus derivados contêm caseína.

Glúten: é uma proteína importante para as preparações que necessitam de crescimento, pois é responsável pela expansão da massa, além de conferir crocância aos produtos. Está presente em produtos de panificação, massas, macarrão, enfim, em todos os alimentos que contém trigo, aveia, centeio e cevada na sua composição.

Além das características mais marcantes percebidas nos portadores do transtorno relacionadas, principalmente, ao falho desenvolvimento da linguagem e interação social, ainda existem uma série de desordens gastrointestinais que podem acometer os autistas, como diminuída produção de enzimas digestivas, inflamações da parede intestinal e a permeabilidade intestinal alterada, sendo que todos estes fatores agravam os sintomas dos portadores da doença.

A deficiência na sulfatação, também muito encontrada em autistas, é outro fator que contribui para o intestino permeável. Os glicosaminoglucanos, polissacarídeos responsáveis por manter a integridade celular da mucosa intestinal e da barreira hematoencefálica, são dependentes de sulfatação. Sem sulfatação, os glicosaminoglucanos não podem desempenhar o seu papel de manter a integridade celular. Isso provoca o intestino permeável e ainda mais grave: enfraquece a barreira cerebral fazendo com que qualquer material danoso que caia na corrente sanguínea (peptídeos opióides, metais pesados, químicas) atinja o cérebro.

Desta forma, torna-se importante a retirada de glúten e caseína da alimentação. Por ser uma dieta que restringe vários alimentos consumidos frequentemente pela população, é importante a orientação de um nutricionista para auxiliar nesse processo. Além disso, a mudança na alimentação da criança autista deve ser lenta e gradual, para que se possa ter maior sucesso.

Cláudia Marcelino é mãe de Maurício, um adolescente autista. O livro mostra a história dessa mãe e a descoberta da dieta sem glúten e sem caseína.
– Clique no livro para conhecer o blog de relatos e receitas da Cláudia. –

Conforme Cláudia Marcelino (2010), os resultados positivos da dieta sem glúten e sem caseína são: a melhora do nível de concentração, melhora do contato ocular, diminuição do comportamento auto e heteroagressivo, diminuição das estereotipias motoras e verbais, impulso positivo na afetividade, melhora na linguagem verbal e não verbal, resolução dos problemas gastrintestinais, melhora do sono. Com a adoção dessa dieta, nota-se uma diminuição de sintomas, e não uma extinção destes. O que acontece é um aumento de atenção, disposição e participação do autista que facilitam o trabalho em geral e convivência. Em alguns casos, as melhoras podem ser quase imperceptíveis, e os pais só conseguem notar que houve mudanças quando acontece algum deslize na dieta e a criança volta a apresentar sintomas que a muito tempo não eram vistos.

Quando retiramos da alimentação os alimentos e produtos que prejudicam o organismo, aumentamos a oferta de nutrientes, damos a oportunidade de o corpo trabalhar adequadamente e de os outros tratamentos terapêuticos serem mais bem aproveitados.

Você sabia?

messi-picking-up-his-fourth-ballon-dorMessi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.

Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios.

É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”.

(Leia mais aqui, ó.)

Trechos do texto: Glúten e Caseína na Alimentação do Autista – PORTAL EDUCAÇÃO.

Coma comida!

Em tempos de suco de caixinha substituindo a fruta, de macarrão instantâneo com tempero artificial substituindo um macarrãozinho ao sugo ou de bolinhos prontos que não estragam substituindo aquele bolo de fubá que nossa avó fazia, vale o questionamento:

Sempre foi assim? Será que na época dos nossos avós a alimentação estava tão intrinsecamente ligada aos alimentos, ou melhor, aos produtos alimentícios industrializados?

É claro que não! E não é por acaso que a vida naquela época tinha melhor qualidade e os índices de obesidade, câncer, doenças cardíacas e diabetes não eram alarmantes como hoje em dia.

“Mas a vida de hoje em dia é muito corrida, naquela época as pessoas tinham mais tempo.”

Provavelmente sim.

Mas para que mudanças acontecem, é preciso sair da zona de conforto – seja prática ou mental. Pense fora da caixinha: não é porque todo mundo está fazendo “assim” ou “assado” que você deve fazer igual.

Vamos remar contra a maré e resgatar nossas origens?

Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.
Coma comida de verdade!

Tá difícil não comer industrializado? Comece evitando em uma refeição. Ou evite nos lanches – prefira sempre a fruta! Quer “fast food” mais clássico que uma banana? É realmente um lanche rápido, diz aí!?

😉

1456659_599433413425376_1115051718_n

 

Como curiosidade, deixo o texto e o livro abaixo como sugestão para leitura. Valem muito a pena!

Reportagem: ‘Dieta da vovó’ pode ser chave para alimentação saudável, da revista Veja. Lá também tem uma sugestão de livro que parece bem bacana!

392768_576020362416128_1057272708_nLivro: Em Defesa da Comida – Um Manifesto. Autor: Michael Pollan.

Neste manifesto a favor de uma alimentação de verdade, Michael Pollan nos prova que, em vez de alimentos, somos levados a ingerir “substâncias comestíveis parecidas com comida”. Segue uma resenha do livro aqui e outra aqui.

 

 

Suco verde e gelinho de couve

suco-vivo

Quem é que nunca ouviu falar do suco verde? O mais que queridinho suco entre as famosas, fitness ou nutricionistas funcionais!
E por que ele está fazendo tanto sucesso? Vamos descomplicar:

Pra quem nunca ouviu falar, o suco verde é feito, em geral, com frutas e couve.
Ele é interessante porque combina frutas com vegetais, sendo um “boom” de vitaminas e minerais, além de conter fibras e fornecer compostos antioxidantes ao organismo. Por isso mesmo ele é chamado por aí de suco “detox”, pois ajuda no funcionamento do intestino e ajuda a combater os radicais livres do nosso corpo (produzidos quando fazemos uma alimentação com exagerado consumo de industrializados, açúcar e até álcool ou quando estamos estressados).

Mas cuidado! Se você fizer um suco basicão, sem dar um “plus”, ele pode não ser tão benéfico assim. Eu explico: quando você faz um suco, uma parte das fibras da fruta são perdidas (já que a fruta é triturada) e isso gera um suco com uma carga glicêmica muito alta, ou seja, a glicemia (o açúcar no seu sangue) sobe rapidamente e isso não é legal pra saúde. Se você comesse uma fruta, o impacto na sua glicemia seria menor, ou seja, o açúcar chegaria no sangue mais lentamente por causa das fibras – e isso que é o ideal em todas as refeições que fazemos.

image

“Mas o suco verde, de mocinho, passou a vilão?”

Nada disso! Lembra que eu disse para dar um “plus” ao suco? Pois bem, o ideal para fazer um suco verde é adicionar alguma fonte de fibras, além das frutas. Eu indico usar os seguintes ingredientes:

  • Folha verde escura – como a couve.
  • Frutas – abacaxi, maçã, banana, …
  • Água, água de coco ou chá – no caso dos chás, prepare de véspera e guarde na geladeira. Eles são interessantes para aumentar a quantidade de antioxidantes do suco, ou melhor, “suchá”!
  • Fibras – biomassa de banana verde, chia, linhaça, psyllium, … O uso de uma fonte de fibras (cerca de 1 colher de sopa) é importante para não ter os problemas na glicemia que falamos ali em cima.
  • Gengibre – adicione pelo menos uma moedinha de gengibre no suco, já que ele tem alto poder anti inflamatório (ótimo para começar o dia com um suco que “desintoxica” o organismo).
  • Vegetais (opcional) – cenoura, beterraba, pepino, salsão, …

Para variar, use a imaginação! Invente o suco com as combinações que preferir. Se você nunca fez e quer experimentar, tente adicionar o couve em sucos que já gosta. Uma combinação que faz um suco verde bem docinho e cremoso é a seguinte:

  • Banana – 1/2 unidade
  • Suco de maracujá – 1/2 copo
  • Pêra – 1/2 unidade
  • Couve – 1 folha com o talo ou 2 gelinhos (veja abaixo)
  • Gengibre – 1 moedinha ou uma colher de sobremesa
  • Hortelã – algumas folhinhas ou uns 2 gelinhos (veja abaixo)
  • Biomassa de banana verde – 1 gelinho

Pra quem mora sozinho ou compra bastante couve na feira do domingo e fica naquela: “poxa, não vou conseguir comer isso tudo, vai estragar com certeza”: seus problemas acabaram! Faz um gelinho de couve, ou de qualquer outra folha verde escura, ou de um mix delas, que tal?

IMG_20140416_231128Pra fazer o gelinho, eu coloco cerca de 250mL de água no liquidificador para cada 4 – 6 folhas de couve, adicionando e batendo aos poucos. Ah, e bata a folha de couve no liquidificador com o talo, ok?

Quando a folha é hortelã ou manjericão, ou prefiro colocar umas folhinhas na formas de gelo e adicionar água, assim ó:

Aí é só levar pro congelador.

Nada de desperdício, minha gente! Vamos conservar tudo bem direitinho, pra aproveitar o melhor que esses alimentos podem nos oferecer, sempre! 😉

Se você nunca tomou um suco verde e faz “cara de eca” quando vê um, se permita experimentar antes de dizer que não gosta. Você pode se surpreender com o sabor.

Muita gente gosta desse suco, porque já “mata 2 coelhos numa cajadada só”: como o ideal é consumir pelo menor 3 porções de frutas e 3 porções de vegetais ao dia, o suco verde “resume” esse consumo. O que não deixa de ser uma alternativa.

Mas se você já experimentou com as mais diversas combinações e ainda assim não gostou de nenhuma, não se force a tomar! Se você prefere comer a couve refogadinha, ou junto com a salada, e tomar um suco de laranja, sem problemas!

O importante é gostar do que se come e comer com prazer.

😉

Aprender a cozinhar: um “mal” necessário para uma alimentação saudável

Atualmente, é possível perceber níveis alarmantes de excesso de peso na população. A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), revelou que cerca de 49% da população já se encontra com excesso de peso e 14,6% com obesidade, sendo que o excesso de peso já abrange 33,5% das crianças na faixa etária de 5 a 9 anos de idade (lembram do documentário Muito Além do Peso?).

Isso tudo se deve, em grande parte, ao excesso de consumo de alimentos industrializados, como refrigerantes, refeições congeladas, embutidos, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, temperos prontos, entre outros produtos alimentícios. E não se engane com as promessas dos produtos light e diet. Muitas vezes, a reformulação desses produtos não trás benefícios à saúde, como se imagina. Por exemplo: um chocolate diet não contém açúcar, mas para melhorar o sabor, maior quantidade de gordura é adicionada ao produto; um requeijão light apresenta redução na quantidade de gordura, mas para compensar a sua falta, mais aditivos são adicionados ao produto para que ele apresente consistência e sabor parecidos com o original. Deu pra entender o espírito da coisa?

Mas então o que fazer para mudar esse quadro? De forma bem simplificada, a regra geral para uma alimentação saudável envolve o consumo de alimentos frescos e de preparações que você mesmo cozinhou ao invés de consumir refeições fast food ou produtos industrializados prontos para consumo. Isso mesmo, voltar para a cozinha e aprender a cozinhar faz toda a diferença para uma boa alimentação e um estilo de vida saudável.

É claro que ninguém consegue cozinhar todas as refeições em casa de um dia para outro, até mesmo por conta da rotina de trabalho/estudo. É claro que pegar um refeição pronta, aquecer no microondas e jogar a embalagem fora é muito mais fácil do que preparar a comida, sujar panela e lavar louças. Principalmente no início, adquirir o hábito de cozinhar não é fácil – é preciso sair da zona de conforto.

Mas começar aos poucos é a chave pra que as coisas comecem a fluir. Comece com um dia na semana, reúna a família ou os amigos, demande uma função a cada um (um pica a cebola, outro lava a louça, outro faz o arroz, …) para que ninguém se sinta sobrecarregado, converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, busque receitas na internet, eventualmente faça cursos e, principalmente, comece a cozinhar. Prepare algo, qualquer coisa – seja um suco para o café da manhã, uma salada para o almoço, um bolo para o lanche ou o banquete do domingo!

Além de adquirir e compartilhar o “conhecimento culinário” com amigos e familiares, você pode se surpreender como passar um tempo na cozinha – reunido com a família, trocando experiências, conversando e rindo das primeiras trapalhadas à beira do fogão – pode ser bastante agradável.

Quem sabe um dia você não chega nesse nível?

Bom feriado e beijos da nutri!

Camila Araújo.

😉