Food Revolution Day

Você já ouviu falar no Food Revolution Day?

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Bom, para quem não sabe, o Food Revolution Day é uma campanha inspirada pelo chef inglês Jamie Oliver, que tem o objetivo de promover ações ao redor do mundo para manter vivas as habilidades culinárias.

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Jamie Oliver.

Trata-se de celebrar a importância de cozinhar boa comida a partir do zero e aumentar o conhecimento de como a alimentação tem impacto em nossa saúde e felicidade.

“Nós acreditamos que todo mundo deveria saber sobre os alimentos e isso começa a partir da infância, familiarizando as crianças com a comida, cozinhando de forma divertida e inspirando o amor ao alimento que irá se perpetuar ao longo da vida” – é o que informa o site oficial da campanha.

Assim, o Food Revolution Day é uma iniciativa voltada para todos – seja você uma escola, uma organização ou uma pessoa interessada em fazer a “revolução” com seus amigos e familiares.

Você talvez esteja pensando: “Mas é só isso? Cozinhar?”. Sim, é só isso. Pode parecer simples, mas o que menos se vê hoje em dia é gente cozinhando. Quantos de nós prepara alguma coisa na cozinha de nossa casa pelo menos umas 3 vezes na semana?

Na correria do dia a dia, muita gente tem recorrido aos fast foods e produtos industrializados, os quais têm contribuido para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas. As pessoas não estão mais comendo comida de verdade. O que mais vemos por aí são “produtos alimentícios” disfarçados de alimentos – basta dar uma voltinha em apenas um corredor de supermercado, ou olhar os ingredientes de um biscoito recheado, uma lasanha congelada ou um iogurte, que você vai entender o que eu estou falando.

As pessoas perderam o hábito de cozinhar e conhecer os alimentos. Com isso, cada vez mais as pessoas estão “desaprendendo” a cozinhar e as habilidades culinárias não são mais passadas de geração em geração.

Então a ideia do Food Revolution é revolucionar o que conhecemos sobre a comida!

Vamos descobrir juntos os diferentes temperos, ingredientes, receitas e alimentos. Vamos descobrir o que é comida de verdade, preparada por nós mesmos!

Somente através da educação sobre a alimentação, de uma forma divertida e engajada, estaremos empoderando as crianças e as futuras gerações, com habilidades que elas irão precisar para ter um estilo de vida saudável.

Ao incentivar as crianças a aprender sobre a comida e se alimentar de forma saudável, muitas pesquisas mostram que:

  • Crianças que aprendem a cozinhar tem mais chance de fazerem escolhas mais saudáveis, terem uma dieta melhor e entenderem como a comida afeta seu organismo.
  • Crianças que comem refeições saudáveis têm um melhor desempenho escolar e apresentam menos chances de faltarem à escola.
  • Melhorar  a dieta e aumentar a prática de atividade física é mais eficiente do que tomar medicamento na redução do risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.
  • Refeições preparadas em casa não contêm aditivos desconhecidos e são ricos em nutrientes, além de possuírem menor teor de gordura trans, gordura saturada, sódio e calorias.

Não fique de fora dessa campanha e participe do Food Revolution 2014 #FRD2014, que ocorrerá em 16 de maio (nessa sexta-feira), incentivando crianças e adultos a prepararem seus alimentos e a consumirem comida de verdade. Através do melhor conhecimento sobre a comida, podemos ter um maior controle sobre nossa alimentação!

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Com informações:

Food Revolution Day

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Coma comida!

Em tempos de suco de caixinha substituindo a fruta, de macarrão instantâneo com tempero artificial substituindo um macarrãozinho ao sugo ou de bolinhos prontos que não estragam substituindo aquele bolo de fubá que nossa avó fazia, vale o questionamento:

Sempre foi assim? Será que na época dos nossos avós a alimentação estava tão intrinsecamente ligada aos alimentos, ou melhor, aos produtos alimentícios industrializados?

É claro que não! E não é por acaso que a vida naquela época tinha melhor qualidade e os índices de obesidade, câncer, doenças cardíacas e diabetes não eram alarmantes como hoje em dia.

“Mas a vida de hoje em dia é muito corrida, naquela época as pessoas tinham mais tempo.”

Provavelmente sim.

Mas para que mudanças acontecem, é preciso sair da zona de conforto – seja prática ou mental. Pense fora da caixinha: não é porque todo mundo está fazendo “assim” ou “assado” que você deve fazer igual.

Vamos remar contra a maré e resgatar nossas origens?

Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.
Coma comida de verdade!

Tá difícil não comer industrializado? Comece evitando em uma refeição. Ou evite nos lanches – prefira sempre a fruta! Quer “fast food” mais clássico que uma banana? É realmente um lanche rápido, diz aí!?

😉

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Como curiosidade, deixo o texto e o livro abaixo como sugestão para leitura. Valem muito a pena!

Reportagem: ‘Dieta da vovó’ pode ser chave para alimentação saudável, da revista Veja. Lá também tem uma sugestão de livro que parece bem bacana!

392768_576020362416128_1057272708_nLivro: Em Defesa da Comida – Um Manifesto. Autor: Michael Pollan.

Neste manifesto a favor de uma alimentação de verdade, Michael Pollan nos prova que, em vez de alimentos, somos levados a ingerir “substâncias comestíveis parecidas com comida”. Segue uma resenha do livro aqui e outra aqui.

 

 

Aprender a cozinhar: um “mal” necessário para uma alimentação saudável

Atualmente, é possível perceber níveis alarmantes de excesso de peso na população. A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), revelou que cerca de 49% da população já se encontra com excesso de peso e 14,6% com obesidade, sendo que o excesso de peso já abrange 33,5% das crianças na faixa etária de 5 a 9 anos de idade (lembram do documentário Muito Além do Peso?).

Isso tudo se deve, em grande parte, ao excesso de consumo de alimentos industrializados, como refrigerantes, refeições congeladas, embutidos, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, temperos prontos, entre outros produtos alimentícios. E não se engane com as promessas dos produtos light e diet. Muitas vezes, a reformulação desses produtos não trás benefícios à saúde, como se imagina. Por exemplo: um chocolate diet não contém açúcar, mas para melhorar o sabor, maior quantidade de gordura é adicionada ao produto; um requeijão light apresenta redução na quantidade de gordura, mas para compensar a sua falta, mais aditivos são adicionados ao produto para que ele apresente consistência e sabor parecidos com o original. Deu pra entender o espírito da coisa?

Mas então o que fazer para mudar esse quadro? De forma bem simplificada, a regra geral para uma alimentação saudável envolve o consumo de alimentos frescos e de preparações que você mesmo cozinhou ao invés de consumir refeições fast food ou produtos industrializados prontos para consumo. Isso mesmo, voltar para a cozinha e aprender a cozinhar faz toda a diferença para uma boa alimentação e um estilo de vida saudável.

É claro que ninguém consegue cozinhar todas as refeições em casa de um dia para outro, até mesmo por conta da rotina de trabalho/estudo. É claro que pegar um refeição pronta, aquecer no microondas e jogar a embalagem fora é muito mais fácil do que preparar a comida, sujar panela e lavar louças. Principalmente no início, adquirir o hábito de cozinhar não é fácil – é preciso sair da zona de conforto.

Mas começar aos poucos é a chave pra que as coisas comecem a fluir. Comece com um dia na semana, reúna a família ou os amigos, demande uma função a cada um (um pica a cebola, outro lava a louça, outro faz o arroz, …) para que ninguém se sinta sobrecarregado, converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, busque receitas na internet, eventualmente faça cursos e, principalmente, comece a cozinhar. Prepare algo, qualquer coisa – seja um suco para o café da manhã, uma salada para o almoço, um bolo para o lanche ou o banquete do domingo!

Além de adquirir e compartilhar o “conhecimento culinário” com amigos e familiares, você pode se surpreender como passar um tempo na cozinha – reunido com a família, trocando experiências, conversando e rindo das primeiras trapalhadas à beira do fogão – pode ser bastante agradável.

Quem sabe um dia você não chega nesse nível?

Bom feriado e beijos da nutri!

Camila Araújo.

😉

Tudo posso, mas nem tudo me convém

dra giseleEssa passagem da Bíblia (1 cor 6, 12), deu nome ao livro da nutricionista Dra. Gisela Savioli, que destaca muito bem vários aspectos de uma alimentação saudável, com foco nos princípios da Nutrição Funcional.

No livro, ela defende que para um emagrecimento saudável não basta focar apenas em restrição calórica e atividade física – o que pode ser considerado polêmico por muitos!

Além disso, o livro aborda sobre o atual ambiente “obesogênico” em que vivemos, nos expondo a diversas toxinas ambientais, sobre a dificuldade de emagrecer, reconhecendo a obesidade como doença inflamatória, enfim, vários assuntos bem interessantes pra saúde.

E o melhor: a linguagem é acessível a qualquer um – seja você profissional de saúde ou não, o entendimento das informações é bem simples!

Abaixo, uma passagem do livro que achei bem interessante:


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Ótimo lembrete pra não se deixar enganar com os excessos do fim de semana, não é?!

“Ah, mas fim de semana pode dar uma escapadinha!” Se formos pensar assim, já vamos perder cerca de 108 dias do ano (54 sábados e 54 domingos). Contabilizando ainda férias (30 dias), carnaval, páscoa, feriados (10 a 15 dias), almoços/jantares de confraternização, festas de fim de ano (10 a 15 dias), aniversários, dia dos pais, dia das mães, etc… Chegamos em um total de cerca de 177 dias – se um ano tem 365 dias, em menos da metade dele estaremos comendo direitinho! Chega de desculpas e auto sabotagens!

Leitura mais que recomendada pela nutri!

Beijos,

Camila.

Feliz Dia da Mulher!

Um SALVE às mulheres que já passaram por tanta coisa e que conseguiram e conseguem diariamente conquistar o seu espaço na sociedade. Que cada vez mais a luta seja por um mundo com mais beleza interior do que apenas corpos bonitos ditados pelos padrões de beleza!

Falando nisso, saiu uma reportagem bem legal esses dias:

Um artista americano quer comercializar o protótipo de uma versão “realista” da boneca Barbie, bem menos magra do que a original, com pouca maquiagem e vestida com roupas mais discretas e confortáveis.

A boneca Lammily (Lammily.com)

A nova boneca, batizada de Lammily, seria uma resposta às medidas pouco realistas da Barbie original, considerada magra demais e criticada pela influência negativa que pode ter sobre a saúde e o comportamento de jovens meninas.

A boneca Lammly (Lammly.com)“Levou tanto tempo para uma boneca assim chegar perto de ser produzida porque muitas pessoas na indústria de dietas e da moda têm ganho fortunas ao projetar a imagem de uma mulher magra como palito como sendo a ideal. Estava na hora de alguém combater isso.” diz Pat Hartley, especialista em imagem corporal.

Fonte: BBC Brasil.

Quando a gente ensina a perder?

Um curta metragem super fofo, chamado L’Equip Petit, mostra uma lição e tanto. Não fala sobre alimentação, mas nos ajuda a refletir sobre a vida, por isso resolvi compartilhar por aqui.

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A ideia original era montar um pequeno vídeo do time de futebol e mostrá-lo aos pais das crianças. Mas o sucesso do vídeo cresceu tanto, que o curta participou de festivais de cinema em diversos países.

O curta conta a história de um time de futebol, formado por 14 crianças, que nunca ganhou uma partida e nunca marcou um gol sequer. Isso mesmo, nunca!

O pequeno goleiro do time tem sempre “muito trabalho” durante os jogos. Mas os pais das crianças rebatem: “o goleiro do time adversário fica sempre entediado, passa o jogo inteiro só observando” ou “nosso time treina muito os goleiros” – tudo depende do ponto de vista, não é?! Diversão em primeiro lugar! Afinal, estamos falando de crianças…

Quando questionadas sobre o motivo de tantas derrotas, elas explicam: ”eles são maiores”, “eles fazem mais passes”, “ficamos nervosos”.

Mas se você acha que as crianças saem do jogo decepcionadas e tristes, está muito enganado: elas comemoram a partida e voltam para casa felizes da vida.

E eles têm certeza de que o futuro lhes reserva grandes vitórias – e quem duvida?

“Para alguns pode parecer que o curta incentiva o conformismo com a derrota, mas a mensagem do filme vai muito além disso, num caminho oposto: o intuito é mostrar que muitos pais pressionam os filhos por uma vitória, mas se esquecem que o mais difícil na vida é aprender a perder, e não a ganhar. Saber ganhar é fácil, o difícil é aceitar uma derrota de cabeça erguida, como terão de fazer muitas vezes quando crescerem. Nessa questão da vida eles já estão muito bem treinados e já são vitoriosos, e o mais legal, eles aprenderam a lição se divertindo – como deveria ser o aprendizado de toda criança.” (Trecho publicado no site Hypeness. Texto completo aqui)

Somos sempre tão cobrados da sociedade, e às vezes cobramos tanto de nós mesmos… Será que essa cobrança não gera milhares de frustrações sem fundamento? Por quê não viver a vida de uma forma mais leve, aceitando nossas limitações, aprendendo com os erros e buscando melhorar cada vez mais, dia a dia?

E quando se trata de crianças, a cobrança excessiva tem consequências desastrosas. Não é a toa que estamos formando pessoas cada vez mais frustradas, infelizes ou, até mesmo, consumistas e com valores distorcidos – em que o ter é melhor que o ser. Não estaria tudo isso relacionado à falta de interesse em buscar informações confiáveis sobre o que estamos comendo no mundo industrializado de hoje? Ou ao aumento de transtornos alimentares como bulimia e anorexia? Ou até ao aumento de peso da população, que desconta os problemas na comida? Vai saber… Fica a reflexão.

#nutrifilósofa 😉

Muito Além do Peso

Você já reparou que muitas famílias por aí, tomam refrigerante ao invés de água? E que muita criança não sabe nem reconhecer o que é um pepino ou um abacate? Ou que o único vegetal que entra na alimentação da criançada é batata – batata frita ou de pacotinho?

Pois é. E é exatamente isso que o documentário Muito Além do Peso mostra: em tempos onde crianças começam a ter problemas de saúde de pessoas idosas, ele dá um “choque de realidade” sobre a alimentação que estamos oferecendo às crianças atualmente.

Mas de onde vem esses problemas? Bem, entre os grandes responsáveis estão:

  • A publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis direcionados ao público infantil.
  • O consumo excessivo de produtos alimentícios industrializados, que são ricos em açúcar, gorduras, sódio e aditivos alimentares.

O documentário mostra dados alarmantes:

Clique nas imagens para ampliar.

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Muito além do peso

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Vale a pena assistir e refletir sobre os hábitos alimentares que estamos ensinando às crianças do presente e que serão perpetuados no futuro, caso não hajam mudanças e conscientização sobre o tema.

Você pode baixar o filme gratuitamente no site oficial ou assistir pelo youtube mesmo. Reúna a família e os amigos na sala e aperta o play! Ah, e não esquece de chamar a criançada!

SINOPSE

Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam doenças de adultos: problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2. Todos têm em sua base a obesidade. O documentário, com direção de Estela Rener e produção de Marcos Nisti, discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.