Quando a gente ensina a perder?

Um curta metragem super fofo, chamado L’Equip Petit, mostra uma lição e tanto. Não fala sobre alimentação, mas nos ajuda a refletir sobre a vida, por isso resolvi compartilhar por aqui.

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A ideia original era montar um pequeno vídeo do time de futebol e mostrá-lo aos pais das crianças. Mas o sucesso do vídeo cresceu tanto, que o curta participou de festivais de cinema em diversos países.

O curta conta a história de um time de futebol, formado por 14 crianças, que nunca ganhou uma partida e nunca marcou um gol sequer. Isso mesmo, nunca!

O pequeno goleiro do time tem sempre “muito trabalho” durante os jogos. Mas os pais das crianças rebatem: “o goleiro do time adversário fica sempre entediado, passa o jogo inteiro só observando” ou “nosso time treina muito os goleiros” – tudo depende do ponto de vista, não é?! Diversão em primeiro lugar! Afinal, estamos falando de crianças…

Quando questionadas sobre o motivo de tantas derrotas, elas explicam: ”eles são maiores”, “eles fazem mais passes”, “ficamos nervosos”.

Mas se você acha que as crianças saem do jogo decepcionadas e tristes, está muito enganado: elas comemoram a partida e voltam para casa felizes da vida.

E eles têm certeza de que o futuro lhes reserva grandes vitórias – e quem duvida?

“Para alguns pode parecer que o curta incentiva o conformismo com a derrota, mas a mensagem do filme vai muito além disso, num caminho oposto: o intuito é mostrar que muitos pais pressionam os filhos por uma vitória, mas se esquecem que o mais difícil na vida é aprender a perder, e não a ganhar. Saber ganhar é fácil, o difícil é aceitar uma derrota de cabeça erguida, como terão de fazer muitas vezes quando crescerem. Nessa questão da vida eles já estão muito bem treinados e já são vitoriosos, e o mais legal, eles aprenderam a lição se divertindo – como deveria ser o aprendizado de toda criança.” (Trecho publicado no site Hypeness. Texto completo aqui)

Somos sempre tão cobrados da sociedade, e às vezes cobramos tanto de nós mesmos… Será que essa cobrança não gera milhares de frustrações sem fundamento? Por quê não viver a vida de uma forma mais leve, aceitando nossas limitações, aprendendo com os erros e buscando melhorar cada vez mais, dia a dia?

E quando se trata de crianças, a cobrança excessiva tem consequências desastrosas. Não é a toa que estamos formando pessoas cada vez mais frustradas, infelizes ou, até mesmo, consumistas e com valores distorcidos – em que o ter é melhor que o ser. Não estaria tudo isso relacionado à falta de interesse em buscar informações confiáveis sobre o que estamos comendo no mundo industrializado de hoje? Ou ao aumento de transtornos alimentares como bulimia e anorexia? Ou até ao aumento de peso da população, que desconta os problemas na comida? Vai saber… Fica a reflexão.

#nutrifilósofa 😉

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